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Literatura - Um tour pelas artes, parte 6

Olá pessoas. Eu sou Willian Vulto e estou de volta para mais um dos meus textos sobre as formas de arte. Semana passada eu falei sobre Arquitetura (Veja Mais), e essa semana eu vou falar um pouquinho sobre a Literatura.

Sobre a Literatura
Escrita é magia. E eu escolhi começar esse texto dessa forma para demonstrar que apenas três palavrinhas podem causar um impacto de início, por que é isso que a linguagem escrita faz.

Então imagine o seguinte cenário: Você é um camponês assistindo a uma audiência ou algum tipo de julgamento público. De repente chega um emissário de um reino distante, com um rolo de couro de animal em mãos. Ele entrega esse pergaminho para um dos nobres, que olha o papel e é capaz de saber o que está acontecendo do outro lado do mundo. Para você, aquele rolo de pergaminho é um artefato mágico, praticamente um item de divinação. A escrita carrega um poder e, para quem não conhece esse poder, isso é magia.

Durante toda essa série, eu falei sobre construção de narrativas através dos tipos de arte, e é para isso que serve essa historinha que eu contei aqui. Escrita é magia, e a literatura usa essa magia para se tornar uma forma mágica de arte. Isso ocorre por que a linguagem escrita contém absolutamente todas as narrativas possíveis e impossíveis. As palavras podem ser combinadas e recriadas de infinitas formas a fim de reproduzir significados e produzir conceitos que sequer existiam até então.

As outras formas de arte conseguem lidar com abstração, mas a literatura tem como objeto-base a palavra, que já é uma abstração por si só. Ao contrário do som, da matéria, ou do espaço, a palavra só existe enquanto conceito, o que permite que a literatura alcance níveis de abstração ainda maiores. Nesse sentido, ouso dizer que a literatura pode alçar voos mais altos por ser construída em cima de nuvens.

O excesso de abstração tem suas vantagens, mas também tem seus custos. Se as palavras só existem enquanto símbolos, é preciso que as pessoas reconheçam esses símbolos para poder interagir com elas. Esse tem sido o grande desafio para a penetração da literatura.

Então, em resumo, a literatura é a arte de compor com o abstrato e, sendo abstrata em si mesma, ela pode compor consigo mesma de forma recursiva. Dessa forma, a literatura é a melhor forma de empilhar conceitos em uma intrincada pirâmide de complexidade.

A língua escrita é a ferramenta definitiva da abstração e a literatura é o melhor jeito de usar essa ferramenta para contar histórias.

Indicações
Já que o tema é literatura, vou indicar alguns livros que eu considero bons e pouco conhecidos:

A Voz do Fogo
Um livro do Alan Moore, onde ele explora a linguagem como ferramenta narrativa.

Crimes
Um livro de contos baseados em histórias de crimes reais.

As Memórias do Livro
Um livro sobre a Hagadá de Sarajevo, um livro real.

Assombro
 Um livro de terror dos mais agoniantes que eu já li.

Indico ainda o podcast Papo de Autor, para quem quer dicas de como ser um escritor.

E por fim, não posso deixar de indicar As Aventuras da Garota Impossível,
uma série de contos que eu escrevo.

Por hoje é só.
Espero que tenha gostado.
Continuo esse tour pelas artes na semana que vem. 
Até lá

Artigo
Willian Vulto
Um grande conhecedor do mundo das artes, filmes, games, literatura, quadrinhos e muito mais... Willian Vulto dirige o site de arte e entretenimento "Lugar Nenhum", local onde poderá conferir as novidades deste segmento com grande criatividade e exclusividade.

Acesse: lugarnenhum.net

Imagens: Google

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