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Pensamentos são formas-pensamentos...

Existe uma idéia muito antiga que os pensamentos são coisas. A origem desse conceito está principalmente na Teosofia e nas idéias de Helena Blavatsky (séc. XIX). Para essa estudiosa do ocultismo os pensamentos são formas-pensamentos, ou seja, são entidades energéticas capazes de se fixar no corpo sutil das pessoas e sobreviver por longo tempo. Essas formas-pensamento são capazes de nos influenciar e capazes também de sugar nossa energia vital. Bem, sem dúvida nenhuma Blavatsky ressuscitou no ocidente saberes secretos e tradições espirituais iniciáticas do mundo antigo. A maior crítica que podemos fazer da sua obra é seu ecletismo que muitas vezes ao contrário do que se propõe acaba obscurecendo o sentido do esoterismo oriental. Não podemos esquecer que a obra de Blavatsky surgiu em pleno contexto do imperialismo inglês e francês no oriente, essas nações contribuíram para formar uma ideologia e um exotismo oriental no ocidente que acabou dificultando uma compreensão dos países ao leste da Europa. A outra crítica que podemos fazer da sua obra é que ela confunde o esoterismo como tendo uma origem no esoterismo oriental. O problema é que muitos dos textos teosóficos querem passar uma idéia autenticamente oriental sem ser na sua essência oriental. Mas como podemos não pensar o pensamento como coisa? Um dos exemplos, mais delicados, é a leveza do Tao. O que é Tao? Já que só podemos perceber o Tao por intuição e não por um pensamento racional, então como pensá-lo? Não posso pensá-lo, só posso “senti-lo” ou perceber suas nuances através de sentidos que estão além da minha compreensão. A palavra pensar é muito pesada para perceber a delicadeza do Tao. Assim, ...
um velho balde,
uma pereca,
ploque...
o Tao mergulhou na imensidão...

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