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março 22, 2023

Cais: Uma das mais belas obras de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos

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Uma das 21 canções que compõem o Álbum Clube da Esquina de Milton Nascimento & Lô Borges, de 1972, "Cais", é sem dúvida uma das mais belas peças de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.

O álbum que contém a referida canção foi construído por um clube de amigos mineiros, mas somente após 50 anos de seu lançamento, recebeu o tão merecido posto de o “Maior Álbum Brasileiro de Todos os Tempos".

Álbum Clube da Esquina de Milton Nascimento
Partindo de um estudo analítico, mas levando em conta a integração entre a melodia e a letra, a canção “Cais” apresenta como dominante o 𝘔𝘰𝘥𝘦𝘭𝘰 𝘗𝘢𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯𝘢𝘭, ou seja, “Cais” é essa canção que imprime uma marca profunda em nossa percepção sensível.

Lançando-se por entre alongamentos vocálicos e desaceleração de base, Milton Nascimento, com essa sua habilidade, que sem dúvida é de outra ordem, valida que, o que está sendo cantado, está sendo ao mesmo tempo dito.


E eu penso e sinto que a rede de recados que Milton Nascimento e Ronaldo Bastos nos deixaram em “Cais” é atemporal, pois mesmo se estando em uma situação indesejada em nossas vidas (mas que ansiamos por um estado de plenitude, de ser feliz e de ser livre), “Cais” nos mostra de forma única que todas as condições materiais para empreendermos a desejada viagem (por meio da qual encontraremos a liberdade e a felicidade), está dentro de cada um de nós.


Em minha vida, “Cais” foi e sempre será uma provocação: A mais bela e mais significativa provocação de cura a partir da minha própria essência!


Acreditar na força das letras nos leva a mergulhos profundos, a descobertas permanentes sobre o mundo e principalmente sobre nós mesmos.

“Cais”, uma arte para ser sempre dita, cantada e principalmente vivida!

“Cais”, uma arte que tenho a honra de trazer emoldurada em meu coração!

“Cais”, uma arte para ser sempre dita, cantada e principalmente vivida!


Sabemos que viver, bem como Milton já nos disse, é uma “Travessia” e nessa nossa travessia tenhamos sempre a certeza de que a FÉ em nós mesmos é um CAIS sempre à mão.


Por: Dailane Paula / Florescence Pão e Poesia


Revista Nós e outros Olhos

Créditos de Conteúdo: Revista Nós e outros Olhos
Créditos de Fotografia: Dailane Paula

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junho 30, 2022

Gil, Milton, Caetano e Paulinho da Viola fazem 80 anos e ganham homenagem do Curta!On

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O ano de 1942 poderia ser considerado um marco da música brasileira, pois foi quando nasceram Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso e Paulinho da Viola. Esses gigantes da nossa cultura completam 80 anos em 2022 e merecem todas as reverências.
O Curta!On – Clube de Documentários também presta sua homenagem, com o lançamento da coleção “80tentões”. A plataforma está disponível no NOW e em CurtaON.com.br.

A pasta contém uma seleção de filmes e séries que abordam vida e obra dos quatro artistas. Para celebrar Gilberto Gil, que faz aniversário em 26 de junho, o documentário “Tempo Rei” e o show Kaya N’Gan Daya. Sua brilhante parceria com Caetano Veloso, outro homenageado, está presente no episódio “O Caldeirão Musical” da série “101 Canções que Tocaram o Brasil” e no filme “Tropicália”, uma novidade na plataforma. 

Já Milton Nascimento tem sua trajetória celebrada através do documentário “A Sede do Peixe” e do episódio “Nada Será Como Antes”, também da série “101 Canções Que Tocaram o Brasil”. Bituca também é protagonista de um show histórico registrado em episódio da série “Musicalmente na América Latina”. Por fim, Paulinho da Viola é laureado através do documentário “O Mistério do Samba”, conduzido pelo sambista ao lado da cantora Marisa Monte.

Confira as sinopses:

Tropicália
Gil, Milton, Caetano e Paulinho da Viola fazem 80 anos e ganham homenagem do Curta!On
Um retrato de um dos movimentos mais marcantes na cultura brasileira, o Tropicalismo. Feito quase que inteiramente com imagens de arquivo dos anos de 1967, 1968 e 1969, o documentário traz material fotográfico, sequências de filmes e programas de TV especialmente recuperados e deliciosamente embalados pela música de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes e Tom Zé. Um momento de descoberta e confronto no início dos anos de chumbo. Direção: Marcelo Machado. Duração: 87 min. Classificação: 14 anos.

Tempo Rei
Gravado na comemoração dos 30 anos de carreira de Gilberto Gil, que volta a Itauçu (BA), cidade que não visitava desde 1951. Ele conta histórias interessantes acompanhado de amigos e familiares, e mergulha a fundo em sua própria biografia. Conta com participações de Stevie Wonder, Caetano Veloso e Carlinhos Brown. Direção: Lula Buarque de Hollanda e Andrucha Waddington. Duração: 105 min. Classificação: 12 anos.

Kaya N’Gan Daya
Show ao vivo do disco “Kaya N’Gan Daya”, do cantor e compositor Gilberto Gil, filmado na cidade de São Paulo, em dezembro de 2001. O álbum foi uma homenagem do músico brasileiro ao famoso compositor jamaicano Bob Marley. Dirigido por Lula Buarque de Hollanda, o especial registrou o espetáculo que colocou no palco releituras de vários clássicos do reggae. Direção: Lula Buarque de Holanda. Duração: 63 min. Classificação: 12 anos. 

A Sede do Peixe
Em dezembro de 1997, no Rio de Janeiro, o cantor e compositor mineiro Milton Nascimento juntou amigos e parceiros de carreira no especial “A Sede do Peixe”. Participaram da produção os convidados Caetano Veloso, Alcione, os músicos da banda Skank, Nana Caymmi e Gilberto Gil. A obra é uma relíquia cultural, retratando momentos inesquecíveis, muitas vezes descontraídos, na carreira de um dos maiores ícones da MPB. Direção: Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor. Duração: 55 min. Classificação: Livre.

Musicalmente na América Latina
1980: entrevista e performance do artista brasileiro Milton Nascimento. O repertório veio do álbum “Clube da Esquina”. Direção: Sandro Pedrazzetti. Duração: 55 min. Classificação: Livre. 

O Caldeirão Musical
Série - 101 Canções que Tocaram o Brasil
Entre a placidez da bossa-nova e a pulsação do afro-samba, o ritmo fervente do caldeirão musical refletia o estado de um país em ebulição entre 1967 e 1970, numa das fases mais criativas da MPB. Direção: Roberto de Oliveira. Duração: 26 min. Classificação: Livre.

Nada Será Como Antes
Série - 101 Canções Que Tocaram o Brasil
A série, apresentada por Nelson Motta, conta a história do nascimento, crescimento e amadurecimento de um país e sua sociedade por meio de sua expressão cultural máxima: a música popular. Neste episódio, o foco é o período entre 1971 e 1972, em que Chico Buarque, Roberto e Erasmo Carlos, Toquinho, Vinicius de Moraes, Milton Nascimento e Tom Jobim produzem seus melhores frutos, e o Brasil vê nascer o talento de Luiz Melodia. Diretor: Roberto de Oliveira. Duração: 26 min. Classificação: Livre. 

O Mistério do Samba
Com direção de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor, "O Mistério do Samba" retrata o cotidiano e as histórias da Velha Guarda da Portela e a pesquisa que a cantora Marisa Monte realizou, recuperando composições dos anos 40 e 50 ainda não gravadas. A poesia, a musicalidade e a intimidade desses senhores e senhoras são desvendadas por meio do cotidiano simples de um pequeno bairro da Zona Norte do Rio, Oswaldo Cruz. O documentário conta com as participações especiais de Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho.  Direção: Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor. Duração: 88 min. Classificação: Livre.

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Crédito de Conteúdo e Imagem: Canal Curta
outubro 28, 2021

‘O Cavaleiro da Rosa’, de Richard Strauss, é atração do Ópera na Tela 2021

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Em sua sexta edição, entre 13 e 23 de novembro, o Festival Ópera na Tela projeta, pela primeira vez, a récita O Cavaleiro da Rosa (Der Rosenkavalier), de Richard Strauss. Encenada pela primeira em vez em 1911, no Königliches Opernhaus de Dresden, essa montagem em três atos da Ópera do Estado de Berlin tem direção do artista austríaco André Heller. O maestro é o consagrado Zubin Mehta.
Muito conhecida na Europa, mas pouco encenada nos palcos brasileiros, O Cavaleiro da Rosa é uma ópera cómica, com libreto de Hugo von Hofmannsthal e baseada no Les amours du chevalier de Faublas de Louvet de Couvray. É a quinta ópera escrita por Strauss e sua segunda parceria com o escritor e dramaturgo vienense Von Hofmannsthal.
Na história, o jovem Octavian aprende uma lição de vida e de sexualidade da Marechala, Princesa Werdenberg. Mas, só descobre a si mesmo e começa a entender os mistérios do coração feminino quando é encarregado por ela de uma nobre missão: levar uma rosa de prata à jovem Sophie, a noiva do Barão von Lerchenau. Amante da Marechala, Octavian acaba se apaixonando por Sophie e sendo correspondido.
Ópera o Cavaleiro da Rosa
No elenco, destacam-se as vozes femininas para três papéis principais: a soprano finlandesa Camilla Nylund, como Marechala; a soprano americana Nadine Sierra como Sophie e a mezzo-soprano canadense Michèle Losier interpretando o jovem Octavian. O baixo alemão Christof Fischesser é o Barão Ochs.
SOBRE O FESTIVAL
O Festival Ópera na Tela está de volta, após um ano de intervalo devido a pandemia. O Parque Lage (no Rio de Janeiro) recebe o evento entre os dias 13 e 24 de novembro na já tradicional tenda montada a céu aberto atrás do palacete criado por Henrique Lage para sua mulher, a cantora lírica Gabriela Besanzon. Será ali, na tela gigante e com som e imagem de alta qualidade, que serão projetadas 11 récitas europeias inéditas, uma Gala do Teatro Alla Scala de Milao com cantores consagrados e, pela primeira vez, um balé: O Corcunda de Notre Dame, da Ópera de Paris, com coreografia do consagrado coreógrafo e bailarino francês, Roland Petit, morto há dez anos.
Teatro em cena
O Festival Ópera na Tela tem produção da Bonfilm – responsável também pelo Festival Varilux de Cinema Francês – e patrocínio de Varilux, Persol, Engie, Sofitel, Servier. Os copatrocinadores são Air France, Edenred, MedRio, Naval Group,Total, Vallourec e Voltalia. O evento tem apoio institucional da Embaixada da França, da Aliança Francesa e do Consulado Alemão.

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Crédito de Conteúdo e Imagem: Agência Febre
outubro 21, 2021

#AtitudeRock

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Ter o rótulo de roqueiro vai muito além do que apenas ouvir Rock, é uma série de fatores e atitudes para que você mereça esse nobre título. 🤘
Em primeiro lugar, com certeza está a liberdade de expressão em muitas formas:

O jeito de dançar
Se mexendo sem regras de passos exatos.
Basta sentir a música e ir com ela.
O estilo ousado de se vestir
Que diga-se de passagem, antes causava impacto, enquanto hoje, muitos usam o estilo rock de se vestir ou tem aquela tattoo mesmo que seja pequena.
Falar o que pensa
A maioria dos roqueiros são estudiosos nos assuntos que lhe interessam e isso faz com que cultivem a sua própria inteligência. Muitos estudam música, filosofia ou simplesmente leem livros incríveis!
E claro, todos tem aquela música rock que gosta de ouvir, mesmo que seja o clássico "Maluco Beleza".

Então hoje, se liberte de todas as imposições desnecessárias, ligue o som, vista uma roupa que goste e inicie aquela leitura que você sempre teve vontade. E faça isso também amanhã... e depois... e depois também!
Atitudes fundamentais para que você mereça o titulo de roqueiro!

Crédito de Conteúdo: Revista Nós e outros Olhos
Imagem: Divulgação
setembro 09, 2021

“Imagine” - Filme feito por John Lennon mostra seu cotidiano ao som das músicas do disco

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Há 50 anos, em 1971, John Lennon lançava um álbum que marcaria para sempre a história da música: “Imagine”. Em carreira solo, e não mais como um dos Beatles, o músico compôs a canção-título, que se tornaria uma espécie de “hino da paz”, convidando os ouvintes a imaginar um mundo utópico, além de outras nove faixas.
Junto com o disco, ele e sua esposa, Yoko Ono, dirigiram e estrelaram um longa de 70 minutos, que mostrava o cotidiano do casal na época e tinha, como trilha sonora, as canções do disco. “John Lennon: Imagine - O Filme”, disponível no Curta!On - streaming do canal Curta! no NOW/NET e em CurtaOn.com.br -, não tem narração ou enredo, apenas imagens de John e Yoko, como uma espécie de videoclipe de todo o disco.
John Lennon e Yoko Ono andando na praia
Entre os destaques do filme, há cenas como a de John tocando “Imagine” ao piano ou vestindo um uniforme militar, para ilustrar a canção “I Don’t Wanna Be a Soldier”. Em outro momento, ele e Yoko Ono jogam sinuca, durante “How Do You Sleep?” - música feita para provocar o ex-colega de banda Paul McCartney. O casal também aparece passeando de barco em um lago, ao som de “Jealous Guy”. O filme conta com as participações especiais do guitarrista e ex-beatle George Harrison e de Fred Astaire, ator e dançarino.

Sobre o Curta!
 O canal Curta! é um dos novos canais brasileiros da TV paga que mais aprovou projetos para financiamento pelo Fundo Setorial do audiovisual. Até agora foram financiados, para estreia no CURTA!, mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries, atendendo à grade temática do canal: música, artes cênicas, metacinema, pensamento em humanidades, história política e sociedade.

Crédito de Conteúdo e Imagem: Canal Curta!

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abril 29, 2021

Pacote especial com Marisa Monte e Tribalistas estreia em maio no Curta!On

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A bem-sucedida carreira solo da cantora Marisa Monte, além de sua participação no grupo Tribalistas, ganha destaque no Curta!On. A partir de 3 de maio, a plataforma de streaming do Curta! no NOW lança o pacote “Especial Marisa Monte”, uma reunião inédita e exclusiva de vários shows da cantora registrados em vídeo. Há ainda conteúdos extras dos bastidores dos espetáculos e o documentário “O Mistério do Samba”, de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor, produzido e protagonizado por Marisa.
No pacote estão os filmes que registram as turnês: “MM Ao Vivo” (1989), “Mais” (1991), “Barulhinho Bom” (1996), “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor” (2001), “Tribalistas” (2002), “Infinito ao Meu Redor” (2008) — inserido em um documentário sobre a turnê homônima —, “Verdade Uma Ilusão” (2014) e “Tribalistas” (2017), percorrendo a carreira de Marisa desde o seu primeiro álbum, lançado em 1989, até um de seus últimos shows, com a banda Tribalistas, em 2017.
Marisa Monte em foto preto e branco
“Estamos muito felizes em oferecer, pela primeira vez, todo esse conteúdo em um só lugar, ao alcance de um clique. A Marisa Monte é uma das maiores artistas da atualidade e, principalmente neste momento, é uma honra levar a sua obra para a casa dos brasileiros”, afirma Julio Worcman, diretor geral do grupo Curta!. "Tentamos todos os anos licenciar esta obra completa desde os primórdios do canal Curta, em 2012, mas somente agora tornou-se possível”, complementa.

Nos próximos meses, todo esse acervo também será exibido pelo Canal Curta! (Linear), que pode ser assistido nos canais 556 da NET / Claro TV, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra, além de em operadoras independentes e associadas à NeoTV.

Sobre o Curta!
 O canal Curta! é um dos novos canais brasileiros da TV paga que mais aprovou projetos para financiamento pelo Fundo Setorial do audiovisual. Até agora foram financiados, para estreia no CURTA!, mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries, atendendo à grade temática do canal: música, artes cênicas, metacinema, pensamento em humanidades, história política e sociedade.

Crédito de Conteúdo e Imagem: Agência Febre

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abril 05, 2021

Documentário “Daquele Instante em Diante”

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O cantor e compositor Itamar Assumpção é tema deste documentário, que percorre sua trajetória musical desde os anos da vanguarda paulista, na década de 1980, até sua morte, aos 53 anos. 
Músico Itamar Assumpção
Com depoimentos daqueles que conviveram com o artista, o filme reúne uma seleção de imagens raras garimpadas em acervos e arquivos particulares que mostram sua presença antológica nos palcos, além dos momentos de intimidade entre amigos e familiares.
Músici Itamar Assumpção e amigos

Domingo, 11/04 às 13h no Curta!

Diretor: Rogério Velloso.
Duração: 110 min.
Classificação: 12 anos. 

Sobre o Curta!

 O canal Curta! é um dos novos canais brasileiros da TV paga que mais aprovou projetos para financiamento pelo Fundo Setorial do audiovisual. Até agora foram financiados, para estreia no CURTA!, mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries, atendendo à grade temática do canal: música, artes cênicas, metacinema, pensamento em humanidades, história política e sociedade.

Crédito de Conteúdo e Imagem: Agência Febre

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janeiro 19, 2021

‘Projeta Rocinha’ leva cinema, música e campanha de saúde para a favela

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A favela da Rocinha vai ser palco de um evento que traduz
sua potência criativa e diversa, o “Projeta Rocinha”.
De 22 a 24 de janeiro, o Morro Dois Irmãos ganhará uma projeção com dimensões espetaculares – equivalente a meio quilômetro ou cinco edifícios de 18 andares lado a lado – e exibirá longas, curtas, clipes, mensagens e intervenções poéticas para um público que pode chegar a 100 mil pessoas, moradores ou não da favela. Sem aglomeração e sem sair de casa, toda a comunidade vai poder participar do evento. Os moradores poderão assistir às projeções de suas lajes e janelas e receberão o som dos conteúdos via streaming e com apoio da rádio comunitária local. 

Organizado pela Dona Rosa Filmes, da produtora Mariana Marinho, e por Maurício Soca, morador e produtor cultural da Rocinha, o evento terá projeção da Visual Farm, estúdio especializado que concebe e realiza espaços narrativos com uso intensivo de tecnologia. 

O patrocínio é da Cerveja Antarctica e o projeto conta com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC-RJ), Riofilme, da Downtown Filmes, da Visual Farm, da Casa de Cultura da Rocinha, da Associação de Moradores da Rocinha, do Portal das Favelas, da 27ª Região Administrativa da Rocinha e da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Rádio Comunitária da Rocinha, dos Coletivos Produções Audiovisuais Rocywood e Mulheres em Evidência e do SICAV - Sindicato da Indústria Audiovisual. 

O projeto do evento foi desenvolvido com o reencontro de Mariana Marinho e Maurício Soca, com a intenção de mostrar a força e a potência da maior favela da América Latina. Com a pandemia do Coronavírus em 2020 e a imposição do distanciamento prolongado, veio também a preocupação com a saúde – tanto física quanto emocional dos moradores – e a ideia de oferecer arte como respiro, abrindo o início do novo ano. Artistas e moradores da favela estão participando ativamente da curadoria do evento. 

"Trazer a força e a grandeza do evento, transmitir o conceito de uma nova experiência nunca vivenciada antes. O evento tem o caráter divertido de um festival, mas ao mesmo tempo é empoderador, dando força à cultura, às minorias, à geografia do local, às ações e aos movimentos culturais já existentes na favela. Os 100 mil moradores da Rocinha viverão a experiência de presenciar a projeção na maior tela de cinema já realizada, assistindo a conteúdos afirmativos que surgiram do vulcão de criatividade e atitude da própria Favela, a vida que reluz na Rocinha"- diz Mariana Marinho, diretora e coordenadora-geral do evento

A PROGRAMAÇÃO
‘Projeta Rocinha’ leva cinema, música e campanha de saúde para a favela
Longas e curtas-metragens de sucesso, clipes musicais, intervenções poéticas e mensagens de saúde pública relacionadas à prevenção da pandemia (#vacinajá) fazem parte da programação dos três dias do evento, que acontecerá de 22 a 24 de janeiro, de sexta-feira a domingo, sempre com início às 19h.

Num ato de afirmação da importância do cinema nacional, os três longas-metragens a serem exibidos são grandes sucessos de público, somando cerca de 14 milhões de espectadores. São eles: “Minha Mãe é uma Peça 3”, de Susana Garcia, que levou mais de nove milhões de pessoas ao cinema em 2019; “Fala sério, Mãe!”, de Pedro Vasconcelos, com as atrizes Ingrid Guimarães e Larissa Manoela, baseado no livro da escritora Thalita Rebouças, e “Gonzaga: De pai para filho”, de Breno Silveira, ganhador do prêmio de melhor filme no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, e escolhido por representantes e artistas da comunidade, dialogando com a origem pernambucana e nordestina de grande parte dela.

Os longas serão antecedidos por curtas-metragens. Entre as produções selecionadas estão “Janelas Daqui”, de Luciano Vidigal, realizado durante a pandemia, abordando os impactos da Covid; “Lá do Alto”, também de Luciano Vidigal, filmado no Dois Irmãos; “A fábula da Vó Ita”, de Joyce Prado e Thalita Oshiro, que aborda a importância do cabelo crespo; “Alma Crespa”, de Paulo China e Rebecca Joviano, sobre o feminismo negro; “O Pião”, de Karina Mello, uma fábula sobre a perda, a saudade e o sentimento de amor; “Rã”, de Ana Flávia Cavalcanti e Julia Zakia, que fala sobre união, afeto e coletividade; “Lé com Cré”, de Cassandra Reis, sobre coisas de menino & menina contados por crianças e “Como Ser Racista em 10 Passos”, de Isabela Ferreira, que traz à tona e confronta o racismo estrutural velado. 

A PROJEÇÃO
O Morro Dois Irmãos terá a maior projeção de cinema já realizada, concebida pela Visual Farm, estúdio de ponta que cria e realiza espaços narrativos com uso intensivo de tecnologia. A produção brasileira de sucesso estará refletida na pedra em dimensões espetaculares: 50 metros de altura por 90 de largura. Para se ter uma ideia, a maior tela de cinema do mundo, da rede Imax, na Alemanha, tem 38 metros de largura e é maior que um Boeing 737. Assim, o “Projeta Rocinha” traz uma “tela” do tamanho de pelo menos dois desses aviões.

MENSAGENS 
A projeção também terá um conteúdo com mensagens importantes relativas à prevenção e cuidados de saúde pública diante da pandemia, além de informações que ressaltem a potência e diversidade cultural da Rocinha. O “Projeta Rocinha” conta com a parceria da Sociedade Brasileira de Psicanálise e da Psilax. 

APOIO DE ARTISTAS E DA COMUNIDADE
O evento conta com apoio de nomes de artistas que têm relação com a comunidade como Gilberto Gil, Evandro Mesquita e Tony Belloto e Malu Mader, Dudu Azevedo, Babu Santana, Evandro Mesquita, Jonathan Azevedo, Danrley Ferreira, Cidinho (Eu só quero é ser feliz), Luthuli Ayodelle, Victor Sarro.


Projeta Rocinha 
de 22 a 24 de janeiro, às 19h 
Morro Dois Irmãos – Rio de Janeiro

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Créditos de conteúdo e imagem:
Canal Curta!
novembro 13, 2020

Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar

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A obra de Dorival Caymmi, um dos cantores e compositores mais icônicos da Bahia, se confunde com uma maneira muito própria de viver. O documentário experimental “Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar”, do diretor Henrique Dantas, estreia na TV pelo canal Curta! e pretende contemplar sua forma de existir e de pensar, como se o artista pudesse se transformar em um verbo: “dorivar”.
Caymmi, falecido em 2008, foi o primeiro a cantar os orixás do candomblé na música popular brasileira. Ele transportou para a música e para a pintura — outro de seus talentos — sua religiosidade, os misticismos de um povo e toda uma poética fortemente ligada à praia. O filme segue uma linha poética em que artista transcende a morte; Caymmi, portanto, não morreu. Virou mar.
O longa conta com imagens de arquivo em que o próprio Caymmi fala de suas percepções e filosofias de vida, além de depoimentos de artistas como Gilberto Gil, Tom Zé, Jussara Silveira, Adriana Calcanhotto, entre outros que desfrutaram da companhia do compositor ou que regravaram suas canções.
“Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar”
Uma produção da Hamaca viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A estreia é na Segunda da Música, 16 de novembro, às 22h20.

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setembro 18, 2020

Ney Matogrosso é tema de documentário

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Reconhecido tanto por sua voz singular quanto por suas performances surpreendentes, o cantor Ney Matogrosso é tema de documentário inédito, que estreia no canal Curta!. Centrado no impacto do artista na cultura brasileira, “Ney - À Flor da Pele” apresenta uma antologia audiovisual, composta por entrevistas históricas e clipes musicais, contemplando toda a sua bem-sucedida carreira.
Das primeiras aparições públicas no lendário grupo Secos & Molhados, na década de 1970, até os dias de hoje, o documentário mostra a transformação do artista. A roupa e a maquiagem extravagantes dos primeiros anos como cantor dos Secos & Molhados vão sendo deixadas de lado a partir da carreira solo. Em entrevista exibida no filme, Ney comenta que foi tirando a maquiagem aos poucos, a partir do momento em que se sentia mais seguro.
Desde cedo quebrando tabus relacionados às questões de gênero e sexualidade, Ney aparece, no filme, refletindo sobre o tema em declarações dadas ao longo de muitos anos. “Eu nasci transgressor e vou morrer transgressor. Tenho consciência do exercício da liberdade e vou morrer defendendo a liberdade até o fim. Sou um homem livre. Somos seres livres e temos que reafirmar isso o tempo todo (...) O que me deixa aliviado é que, em paralelo ao conservadorismo que existe hoje, tem surgido um movimento de liberdade, uma resistência muito forte em relação a essa gente careta e covarde. Existe uma juventude forte e livre, cheia de vida e tesão que não tem governo e nem nunca terá”, diz o artista. 
O documentário “Ney À Flor da Pele” é uma produção da Nepomuceno Filmes, dirigida por Felipe Nepomuceno e viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A estreia é na Segunda da Música 21/09, às 22h30.

O canal Curta! é um dos novos canais brasileiros da TV paga que mais aprovou projetos para financiamento pelo Fundo Setorial do audiovisual. Até agora foram financiados, para estreia no CURTA!, mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries, atendendo à grade temática do canal: música, artes cênicas, metacinema, pensamento em humanidades, história política e sociedade.

Crédito de Conteúdo e Imagem: Agência Febre

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