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THC University ensina a cultivar maconha em casa

Economia “canábica” começa a se desenvolver em Estados que regularizaram o consumo recreativo da droga

Desde o final do ano passado, quando foi aprovada a emenda 64, que regulamentava o uso recreativo de maconha no Estado norte-americano do Colorado, vários setores da sociedade começaram a pensar como seria formada a chamara “economia canábica”. No mês passado, um primeiro passo foi dado para a formação desse setor: começaram as aulas da primeira turma da recém-fundada THC University – universidade que ensinará como cultivar maconha em casa.


A nova legislação permite a posse de até 28,5 gramas (o equivalente a uma onça) de maconha para maiores de 21 anos. De agora em diante, ela será taxada e vendida em lojas licenciadas pelo Estado, de forma semelhante como acontece com as bebidas alcoólicas.

Mas como o credenciamento dessas lojas só poderá ser feito a partir de outubro, a única solução imediata é o cultivo caseiro, já que a legislação também permite até seis pés de maconha plantados em casa.

É para que esse cultivo seja feito da forma correta que foi criada a universidade. Segundo os “professores”, não basta jogar a semente na terra, regar, esperar e fumar. Uma série de cuidados é necessária para que a maconha se torne boa para o consumo.

Assim, a THC University funciona com cursos separados em três níveis de especialização. O primeiro, básico, oferece um dia de aula e um certificado por US$ 175. O segundo, intermediário, inclui, além da aula, um kit de brindes por US$ 275. O mais avançado dá a mesma coisa que os anteriores e mais um kit para cultivo por US$400.


A medida adotada pelo Colorado – e também por Washington – contraria as próprias diretrizes do governo federal norte-americano, que considera a droga de alto risco e sem teor medicinal.


No Brasil, a discussão sobre a legalização e a descriminalização do usuário ainda engatinha, colocando frente a frente um forte conservadorismo preconceituoso e uma desorganização dos movimentos que apoiam a legalização.

Por aqui, não existe mais a pena de prisão ou reclusão para o consumo, armazenamento ou posse de pequena quantidade de maconha nem penas para quem, “para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica”.

Segundo nossa legislação, fica a critério do juiz avaliar se as quantidades apreendidas se destinam ao consumo ou não. Quem quiser saber mais, pode consultar a LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006, que trata do assunto em nosso território.




dica: Binha Martins




fonte:
http://catracalivre.folha.uol.com.br

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